segunda-feira, outubro 13, 2008

DESDE HÁ DOIS DIAS


Que saudade tinha do teu perfume!
Do teu olhar terno e envolvente,
Um olhar quente a queimar como lume…
Doce, suave e sempre muito atraente…

Num aceno deixei sair meu queixume
O triste adeus que me deixou carente
E nas mãos humedecidas ficou o perfume
Que beijo a cada momento, apaixonadamente…

Espiral de sonhos que refaço a cada momento
São pétalas de rosa desfolhada em pensamento
Que deixo, como páginas de livros, que vou lendo…

És tu, envolto no perfume que me deixa a sonhar.
Sem ti, porque és só sonho, para que te possa amar
Volatilizado nos odores do que vou escrevendo…


14.09.08

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terça-feira, setembro 16, 2008

EM FRENTE AO MAR


(foto de Joaninha)

Há dias sentei-me frente ao Mar.
Chegavam ondas e partiam
Espumavam nas rochas alegremente
E brilhavam à luz do sol dourado…
E frente ao Mar continuei a esperar
E a escutar o que as ondas diziam
Num murmúrio cantado docemente
Como cantiga de um par apaixonado…

Olhando o Mar contei-lhe minha dor,
A mágoa que me faz sofrer e chorar…
A saudade imensa do meu amor
Que partiu um dia para não voltar…

Há dia sentei-me frente ao Mar
E enquanto as ondas corriam,
Desenhei no horizonte uma poesia.
Dei-lhe o nome de felicidade
E foi o poema do meu amar.
Esqueci que meus sonhos morriam
Por acreditar numa fantasia
Que me vai deixando a sua crueldade…


16.09.08

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terça-feira, setembro 02, 2008

ONDE PASSA O TEJO

Da minha janela vejo o rio e não o mar
Mas pelo rio seguem os beijos de saudade
Da que foi e será de muito te amar…
Saudade da vida que se tornou eternidade.

Da minha janela o rio vê-me chorar
Vê-me triste, e chora comigo a saudade
Uma saudade sempre, sempre a aumentar…
Porque essa é a minha única verdade…

Da minha janela vejo um belo roseiral
Deixo-me inebriar pelas cores sem igual
Mas não vou colher as rosas vermelhas

Aos pés do roseiral passa o Tejo
E por ele te mando o meu terno beijo
E deixo que se afundem as dores já velhas…

02.09.08

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segunda-feira, setembro 01, 2008

FROM THE NIGHT AT NIGHT

The night was dancing around the hidden moon
The clouds had been silk embroidered by golden stars
Covering their brightness, while the fairies
Balanced their veils in lost images…
And I, like a flower in a garden, trembling with fear…
Lost of the dreams at the moonlight and the loves
Because behind moonlight, I was neglected…
And every of my dreams were dead…


31.08.08

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sexta-feira, agosto 22, 2008

INSPIRAÇÃO DA NOITE


A noite esvaziou-se num suspiro
E a madrugada tombou
A espera foi vã…
Falhou a promessa
Ficou o agora…
Ninguém me sussurrou
Ninguém disse nada.

Escureceu o luar
E veio a madrugada
Que tombou pela manhã
E em silêncio
Também não disse nada…
E a espera, eternizada
Gravitou como uma estrela
Pelo Universo…

22.08.08

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terça-feira, agosto 19, 2008

POEMA CASUAL


Procurei por ti a vida toda, em vão;
Caminhei por longes terras, solitária.
Perguntei a gentes o que era paixão;
Evasiva resposta: uma história lendária…


Existirias para além da minha imaginação?
Não serias uma estátua de pedra calcária,
Para onde olhava e só via ternura e devoção…?
Ou serias a realidade da minha alma solidária…?


Passos dados, sempre em vão, tão triste…
Sempre concluí que esse amor não existe…
Apenas na mente doentia dos apaixonados…


Músicas escutadas, baladas de enternecimento,
Foram as companhias do meu isolamento;
Foram o incentivo dos momentos desolados…

23.10.05

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sábado, agosto 16, 2008

FOI E NÃO FOI EM AGOSTO


Venho sempre aqui em Agosto…
Uma romagem de saudade;
Um reviver do que nunca foi bem vivido…
As lágrimas correm-me pelo rosto
E invento mentiras para serem verdade
Porque ao certo nunca te soube um querido…

Nesta rua, cheia de carros em Agosto.
Como se não fora verão de verdade,
E nada em mim fizesse sentido….
Venho em romagem de desgosto
Venho procurar a realidade,
Sem te mostrar meu amor ressentido…

Noutros olhos já não vejo os teus. Nem o rosto…
Pelos meus correm as lágrimas da agonia
Que os tempos fizeram crescer por ti…
E uma vez mais em Agosto,
Triste e só numa profunda melancolia
Penso que na verdade nunca te vi….

16.08.08

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terça-feira, agosto 12, 2008

DISTANTES SEM DISTÂNCIA

Tão perto e tão longe de repente…
Quando o tempo não passa de miragem
E o silêncio é o efeito das palavras perdidas,
De distâncias que não se entendem…
Mas a distancia não é para entender.
Distância existe se quiser a nossa mente,
Porque no tempo e sem tempo há a viagem
Que os sonhos dão, sarando as feridas
De ser ausente das almas preteridas,
De causar toda a dor que essas almas sentem,
E vivendo são almas que pedem para morrer…

Assim, sempre assim, nada é diferente…
Tudo se repete, só porque quem está ausente
Não avalia o estrago que a dor da distância faz.
Nem o vazio que deixa qualquer um demente,
Porque só, em distância apenas está, quem jaz…

11.08.08

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segunda-feira, agosto 11, 2008

UMAS PALAVRAS PARA TI


Logo que chegues mata a minha saudade
Escreve muito como sempre costumas fazer...
Conta-me minuciosamente toda a verdade,
Em palavras belas, para o meu sonho crescer...

Na hora do sol-posto há sempre realidade
É a hora que te recordo, como se estiveras a viver
É no tempo em que revejo a minha saudade
E choro desabridamente, com vontade de morrer…

Porquê vais sempre quando apenas te queria
Perto, muito perto para suportar esta agonia
Que não tem nome, apenas sei que algo se perdeu…

Porquê não vens e me abraças com ternura,
Deixas que as tuas palavras sejam mesmo de candura
Fazendo esquecer meus choros por quem morreu…

11.08.08

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domingo, agosto 10, 2008

PERSISTES EM MEU PENSAMENTO

Pela manhã, quando o sol brilhar no horizonte
E eu aqui e tu além, esperas que vá para aí,
E eu nem sei se irei ou ficarei no monte…
Porque o Monte Gordo está tão longe de ti…

Talvez caminhe contigo no pensamento
Sem nada querer ver nem nada ouvindo,
E só, qual sombra, deixo sair o meu lamento
Porque por muito andar, já vejo a noite vindo…

O crepúsculo pede uma oração por quem jaz
E na rósea faixa do horizonte eu desespero
Porque nem sei rezar, nem sei deixar-te em paz
E mesmo que não quisesse, é sempre por ti que espero…

11.08.08

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sábado, agosto 09, 2008

FARRAPOS DE NUVEM


Farrapos de nuvem esvoaçam perdidos
São talvez sonhos ou talvez pobres mendigos
Procurando onde esconder as suas mágoas…
São apenas farrapos de sonhos iludidos
De alguém que vai morrendo banido…

São farrapos brancos, todos rendilhados,
Apenas pedaços de nuvens esvoaçantes
Como as lágrimas dos sós e abandonados…
Vagueando à deriva; almas errantes
De quem pelo amor foi preterido…

São ondas ornamentadas de espumas
Como pedaços de nuvem a esvoaçar
Ambas, como rendas finas a ornamentar
Parecem pedaços soltos de plumas
Das deusas que vêem para amar…

E nas ondas vou chorando amargamente
Olhando os farrapos de nuvem…
Morro sofrendo, saudosa e demente
Porque sendo não é ninguém…
Apenas quem está sempre ausente…

09.08.08

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segunda-feira, agosto 04, 2008

MEU AMOR

Amei-te à luz brilhante do sol e na palidez da lua
No silêncio, impaciente, esperava que chegasses
E se chegavas, no deleite do silêncio sonhava…
Gravei o teu nome nas estrelas e na minha pele nua
Esperando iludida que na poesia acontecesses
Enquanto a tua voz era o hino que muito amava…
E nunca te chamei meu amor para não te perder
Mas o teu beijo, trago-o na boca, como um segredo
Que ninguém sabe, que nem ninguém vê …
E me faz sorrir porque ninguém pode ver.
Sinto por vezes que a sorrir me traio e tenho medo
Porque de noite, nas noites de breu, sem lua,
Chamo-te baixinho “meu amor” e aconteces…
Aconteces como sempre sonhei… ser tua…


O4.08.08

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sábado, agosto 02, 2008

O QUE SINTO AGORA…


Latejam em mim as palavras deste poema
Acompanham as batidas do coração…
É verdade. Não é fita de cinema…
É o que sinto por dores de uma ilusão.

Angustia e morre na garganta o fonema
E o medo faz parar a irregular pulsação
Utópicas e estranhas imagens são o lema,
Da vida que não vivo, nem por mera imaginação…

O teu sono sem o meu sono é a ansiedade
Que não partilho, nem por necessidade…
Porque a saudade controla todas as pulsões…

Eis porquê neste poema deixo minha tristeza,
Deixo a fé, deixo aquele sonho de beleza,
Deixo as lágrimas defuntas, sem contemplações…


02.08.08
(comment ao último poema do Caderno da Alma)

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quarta-feira, julho 09, 2008

NA PAISAGEM


Deixei-te no horizonte, rochedo
Como barco à deriva, sem norte
Na noite escura cheio de medo
Ao som das ondas num canto de morte…

Deixei-te solitário a guardar meu segredo
Enorme, cinzento, de rocha forte
Com as sereias a contar o enredo
Da triste história da minha morte…

Gaivotas e outros pássaros do mar
Desenham espirais com o seu voar
Acompanhando a melodia da solidão…

E tu rochedo no mar, como monumento
Ficas como estátua do meu pensamento
Enquanto aves e sereias choram minha paixão…


09.07.08

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sexta-feira, junho 20, 2008

ROSA DESFOLHADA


Olho pela janela e não vejo nada
Apenas sinto a aragem fresca no rosto
E uma lágrima triste e magoada,
Diz-me que apenas sou sol posto…

Queria olhar os campos admirada
Mesmo no Inverno queria-me em Agosto
E contigo perto, continuar apaixonada
E não sofrer como sofro, este desgosto…

Mas é esta paixão que me deixa cega;
É teu esquecer e o amor que a vida me nega,
Que me faz sentir tão abandonada…

Tão cega de amores, mas por quem?...
Se olho em volta e não vejo ninguém…
Pelo chão, apenas uma rosa desfolhada…


20.06.08

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sexta-feira, junho 13, 2008

PORQUE NÃO GOSTO…


Não gosto do céu, porque está distante
Não gosto do azul porque me oprime
Nem tão pouco do teu olhar provocante
Que tenta descobrir o que me deprime…

Não gosto da estrela da tarde, brilhante,
Não gosto desse sorriso cínico, irritante…
Nem tão pouco desse ar doce e galante,
Que tenta fazer de mim o seu estimulante…

Não suporto mais essas palavras que escondes
Nem quero beber mais das tuas fontes
Porque tu não passas dum sonho passageiro…

Mostras-me sempre em sonhos, novos horizontes,
De mão dada, vamos pelas veredas dos montes…
Mas nunca serás mais do que um falso lisonjeiro…


13.06.08

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sexta-feira, janeiro 11, 2008

ENQUANTO ANOITECE


Anoitece lá fora
E também na minha alma
Onde só a tristeza mora…
Vive só e desolada
A tristeza da minha alma,
Pobre alma apaixonada
Por quem já se foi embora…
Anoitece pelo monte
Onde as sombras se agigantam
E sendo lá a minha fonte,
É lá que meus suspiros cantam,
É lá que os meus suspiros choram…
Vagueando pelo monte,
Chorando por quem adoram…


11.01.08

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domingo, dezembro 23, 2007

APENAS MULHER


Um suspiro indolente
Lábios entreabertos
Mulher caminhante
Num ir inconsequente…

Carvões em brasa, espertos
Mulher só, delirante
Lágrimas de quem já não é crente
Mulher nada… nem amante…
Mulher pela calçada
De passos incertos
Mulher indiferente…
Mulher que por amar não é nada…

Mulher coração de violino
Mulher que foge, errante
Aquela que é não sendo
Mulher sem destino
Com destino extravagante.
Mulher que sem viver vai morrendo
De rosas na mão, ofegante
Partindo para o marmóreo palatino…


23.12.07

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terça-feira, novembro 27, 2007

ANOITECER


A estrela brilhou, cintilante
No manto turquesa do entardecer;
Olhei e apenas te vi brilhante,
Exaltando meu desejo de te querer…

A minha pele humedeceu, palpitante,
Quando o crepúsculo fez anoitecer
Para vires, estrela da tarde, fascinante,
Beijar meu corpo, antes de morrer…

É só para ti cada palavra de ternura.
Que deleitada digo, com toda a candura,
Porque és a única estrela que me guia…

Teu brilho ofuscante ilumina meu existir
Mesmo que nunca o venhas a sentir.
És o meu amor desta noite longa e fria….



27.11.07

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segunda-feira, novembro 19, 2007

ESTE É O TEU POEMA


Um poema não chega para cantar a aurora
Muitas palavras de nada servirão para sorrir
Porque o hoje foi para recordar vida fora
O belo momento, belo como uma rosa a florir…

O bocejo de criança, a terna paz de quem adora,
O sonho de um sonho que algum dia há-de vir
Nuns lábios adocicados, macios e cor de amora
Que teimam em desvendar o que me fazem sentir…

E foi assim, poeticamente passado todo o dia
Entre livros, paladares e com palavras de magia
Onde a chuva deixou regatos a cantar amores…

Sem luar, nem as estrelas para testemunhar,
Deixei que as mãos corressem a te acariciar
Esquecendo sofreres e todas as minhas dores …



19.11.07

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