sábado, julho 25, 2009

SEREI?!!!

Ah!

A palavra procura

Quem sou,

Ou não sou

Nesta loucura

Em que sem nada, me dou…


Com descarada audácia

Sem recear ser falácia,

Onde vou ou hei-de ir,

Para fugir à clausura

E procurar saber quem sou…


Poderei ser flor

Talvez uma rosa amarela

Mas tu foste o meu amor

Por quem rezo e deixo uma vela

Num último gesto sem valor…


Quem sou?!!!

Alguém, perdida

Alguém que já chorou

E que preterida,

Ao pôr-do-sol findou…


Quem sou?!!!

O silêncio que perdura

A sombra agigantada

Um alguém que não é

E chora rindo como armadura…


Por acaso não serei

Um sopro de vento

Que passa agreste, sem lei

Levando-te no pensamento…

Não sei!!!


isabel

22.07.09

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sábado, março 14, 2009

Mulher!

(pintura a óleo sobre tela-isabel)

Mulher, que hoje não és só mãe
Que lutas e labutas de alma e coração
Aprendes e ensinas com amor também
E nem por engano sentes a compensação…

Mulher que mesmo triste a lágrima retém
E até desiludida conserva a sua paixão
Por quem apenas lhe mostra desdém…
Mas que ocupa, sem respeito, o seu coração…

Mulher, Mulher de sempre, de todos os tempos
Discreta mas em evidencia em todos eventos
Mulher brilhante, mesmo votada ao esquecimento…

Mulher de sempre! De hoje, ontem ou amanhã
Mulher que sabe que sua luta não será vã,
E que um dia, toda a mulher terá o seu momento.


13.03.09

(Poema dedicado a todas as Mulheres e muito especialmente, às amigas do MDM - Movimento Democrático das Mulheres)

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sábado, fevereiro 28, 2009

MORTE!

Construí um silêncio virtual
Imagino que estou no silêncio
Que estou só e sem ruídos…
Construí um espaço ilusório
Onde nem os pássaros cantam
Nem as ondas sussurram murmúrios
Nem o vento ulula ao entardecer…

Construí um silêncio sepulcral
Onde não há suspiro de velas a arder
Onde não há frufru de folhas e pétalas…
Onde o ruído do celofane é irreal
E os laçarotes não gemem…
Construí o meu espaço ideal
Onde as almas não temem
Que não as achem belas
Em que nada há para ver
E nem o amor perdura
Porque com ele foi a ternura
Que não me deixou viver…

28.02.09

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sábado, fevereiro 14, 2009

AMOR OCULTO


Foste o resquício do doce sonho
A quem confidenciei todo o sofrer
Por quem sorri e chorei
E a quem nunca disse quanto amei.
Tu! Só tu…
Foste o suspiro matinal
A mais terna recordação
Todas as noites de poesia
Todos os desesperos doloridos
E em ti estava toda a razão
Dos sonhos sonhados,
Da minha louca paixão…
Tu! Só tu.
Todas as confidências
E as gargalhadas sonoras
Não passaram de turbulências
Duma alma desamada…
Procuro-te ainda; Agora?
Nem sei!... Estou desolada
Pelo que calei
E nunca direi
Que foi por ti
Que sempre estive apaixonada…

14.02.09

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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

QUE IMPORTA

Que importa ao mundo que estejas
Longe de mim, noutras paragens
Que importa ao mundo que não me vejas
Nem que me queiras mais por perto…
Que importa que nem leias as mensagens
E que para ti não seja certo
O que sinto quando me beijas…

Que importa ao mundo que chore,
Que reprove o que está errado,
Que te repudie ou te odeie,
Que as fraudes se multipliquem ao acaso
Que importa teres sido o meu amado
Ou que estejas aqui ou lá fora,
Que te chame ou que te implore
Para não me deixares ir embora…

Que importa enfim, que haja maldade
Que todo o mundo viva no maldizer,
Que seja insensível à deslealdade
Que importa ao mundo que prefira morrer!

01.02.09

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quinta-feira, janeiro 22, 2009

BATIQUE


A linha do horizonte escondeu o sol dourado
Que mergulhou nas águas profundas do Mar
Ficou o céu pintado de vermelho alaranjado
E nas ondas fugidias deixei meus olhos navegar…

Mar a perder de vista, para além do imaginado
Deixa que me perca em busca de quem amar
Na linha do horizonte mais rosa e avermelhado
Deixa que afunde minhas horas de sonhar….

Na contraluz são negras as árvores e as gaivotas
As embarcações, ao longe, parecem ilhotas
Paisagem idílica, como num quadro famoso…

Uma pintura, um batique de artista africano
Um crepúsculo pintado num simples pano
Talvez apenas um gesto, ou um traço sinuoso…


22.01.09

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sábado, janeiro 03, 2009

DEIXA A NOITE CHEGAR


Deixaste que a noite chegasse
Com o brilho de noite fria
Deixaste que o Sol chorasse
Pela Lua e pela estrela luzidia…
Deixaste que te beijasse
Acalentando toda a minha fantasia…

Depois o sol, descarado, sorriu.
Mostrando quanto é brilhante…
Mira-se ao espelho nas águas do rio
Brilhando, brilhando como diamante…

As palavras que dizes são escuras
Perderam na noite o significado
Já não são doces; são tristes e duras…

Deixaste que a noite descesse
Para esconder o Sol e a Lua…
Deixaste que na nuvem escrevesse
Que morrerei só. Que nunca serei tua…

03.01.09

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domingo, novembro 09, 2008

APENAS ESTA NOITE


Volúpia da noite escura sem luar
Sem estrelas a brilhar; apenas palavras
E nem o fogo acendeu… não fez chama…


A minha noite ficou na tua música
Uma sinfonia dos pássaros da noite
Onde dormitaram sentimentos…


Afagos, ternuras, que mais?
Nada mais! Apenas esta noite
Onde só restam os acordes dos meus ais….


09.11.08

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quinta-feira, novembro 06, 2008

ENFIM! ENFIM SIM!


Enfim, enfim sim, ouvi a voz do teu dizer
Entre a espuma rendilhada das ondas do mar;
Ouvi sim, tua doçura em palavras de me querer
E tuas metáforas antagónicas sobre o amar…

Disseste tudo o que quis ouvir, sem querer
E minha alma adoçou, sem duvidar
Porque meus olhos estavam longe, sem te ver…
Enfim ouvi a tua voz, para em ti acreditar…

Enfim! Enfim segredaste que me amavas
E numa melodia que já antes me cantavas,
Fizeste da minha alma uma linda flor…

Enfim! Enfim sim, porque sempre esperei
Ouvir de ti as palavras que tanto amei
Porque teus dizeres são como o meu amor…


06.11.08
16H15 in a train

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sábado, novembro 01, 2008

NADA É PERFEITO


Que rosa bela foste em mim até um dia
Bela flor de rosa pálido e perfumada
Foste o sonho que desejei ter e fingia
Porque nem perfume, nem rosa foram nada…

Um tédio mortífero me domina e põe-me fria
Nem o perfume nem o sorriso bom de fada
Fazem de mim gente. Sou nada; sou melancolia.
Sou a sombra que nunca foi iluminada…

Procuro em vão teu terno olhar que se perdeu.
Todo o cansaço que domina esta alma que morreu
Por ter perdido a flor que um dia pôs no peito…

Que bela e perfumada rosa foste para me dar ilusão
Que belo sonho me deste e depois deixaste solidão…
Vive-se com a dor, morre-se por amor… nada é perfeito…


01.11.08

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sexta-feira, outubro 31, 2008

SERPENTEANDO PELO DIA


Voltei a pegar no bloco e escrevi.
Deixei escoar meu pensamento
E dentro do meu ser senti
Ai! toda a dor deste lamento…

Recordei-me sempre de ti.
Estiveste em todo momento
E as nuvens sabem quanto sofri
Quando com elas fui, pela mão do vento…

Passei ansiosa, serpenteando pelo dia.
Lá fora soprava o vento e chovia
E apenas tua imagem me acalmava…

Esperei em vão quaisquer resultados
E em vão, porque me foram ocultados
Na minha mente só tua imagem serpenteava…


31.10.08

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terça-feira, setembro 30, 2008

O VENTO NO TEMPO


Deixei de ver a luz difusa vinda dos vitrais
Deixei de ajoelhar embalada em fé
Deixei de ir ao silêncio do templo
Passei a ir ao rio, onde os silêncios são iguais…
Apenas choro agora, entre suspiros e ais…
Viver hoje apenas é existir, não é?....

Deixei partir de mim os sonhos de aventura
Deixei que me secasses os olhos sofredores
Deixei que sonhos novos dessem outra postura
E me fizessem esquecer tão tristes amores…

O tempo e o vento sopraram mais forte
Também de nada mais sei, apenas que partiste
Mas algum dia, saberás quando foi a minha morte
E no vento que sopra, ouvirás minha voz triste…

O vento no tempo repetirá como sempre te amei
E feita apenas pensamento, foi só amor que te dei…

30.09.08

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quarta-feira, setembro 24, 2008

SILÊNCIO POR ESMOLA


De mão estendida vagueia minha pobreza,
De boca ressequida, deixei de sorrir
E nem a tua esmola veio, por gentileza,
Para minha alma, da miséria se redimir…

Poisaste silêncio na minha mão com rudeza
Um silêncio de morte, intencional, para ferir
E de mão estendida, dolorida pela aspereza,
Deixei que uma flor morresse antes de florir…

Pensei que o silêncio de ti, nunca vinha
Porque silêncios do além já eu os tinha…
E que saudade me deixaram de verdade …

A vaguear num tempo sem mais sonhar
Sem palavras, sem caminhos para andar,
Apenas silêncios para a eternidade…


25.09.08

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domingo, agosto 31, 2008

DA NOITE À NOITE



A noite dançou à volta da lua escondida
As nuvens foram tules bordados a ouro
Cobrindo os brilhos, enquanto as fadas
Balançavam seus véus numa imagem perdida…
E eu, qual flor num jardim, tremia de medo…
Perdida dos sonhos ao luar e dos amores
Porque atrás do luar, fui preterida…





31.08.08

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sábado, agosto 30, 2008

SÓ ESTE CANSAÇO…

O que sinto cá dentro é cansaço
Não do trabalho nem da alegria,
Nem sequer dos sonhos ou da fantasia:
Este cansaço é assim mesmo,
É mesmo fadiga desta agonia…

A agudeza dos sentimentos inúteis,
A paixão assaz forte por coisa nenhuma,
Este amor intenso pelo imaginado alguém.
Todas estas coisas e a doença; todas!
Essas e estas: o que faz falta é a verdade
E por tudo isso e tudo isto, sinto cansaço,
E este cansaço é o avanço,
Que me desliga e só provoca cansaço.

Tu amas o infinito e procuras o possível,
Eu desejo o impossível e procuro o eterno…
A minha dúvida é que não queiras nada…
E nos teus ideais nem eu, nem nenhum outro…
Eu amo infinitamente o impossível,
Ou talvez seja o impossivelmente possível…
Tu queres tudo, ou um todo, sem que o possas ter…
Eu canso-me de sonhar até morrer...

Queres saber o que penso?
Para ti a vida é vivida, não sonhada,
Para mim o sonho sonhado não é vivido,
Por isso, por isto, e pela dor,
A minha dor tão grande, sinto cansaço…
E crê, até é bom ter este cansaço
Porque vivo ainda, para poder morrer de cansaço…

30.08.08

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segunda-feira, janeiro 07, 2008

SIGO A MORTE


Assustada, dentro do descontentamento,
Como que envolta num véu delicado,
Imagino o longínquo e fugaz momento,
E aquele, o instante actual… mas passado

Passou uma perpetuidade misteriosa…
Repleta de profundas dores e do amargo da incerteza
Para além dos desgostos que foram deslizando,
Como espuma à beira-mar, por entre as mãos
Mãos gastas de limpar infindos prantos…
E a dúvida, sempre a dúvida, odiosa
Fazendo brotar toda esta tristeza.
Tristeza sem tamanho. E até quando?...

As nossas tristezas, reais ou aparentes, mas tristezas…
Ressurgem de cada silêncio e de cada longínquo espaço
Onde nunca chegam as indescritíveis ternuras…
Onde nunca se vão imaginar momentos inconfessáveis…
Onde apenas sobrevive o querer saber mais
Onde se procura e onde o desconhecido são as belezas
Das telas que pinto, sem as imagens que desfaço
Com as lágrimas de todas as tuas loucuras,
Dos orgulhos, das raivas e desesperos incontornáveis…
Das dores que me fustigam, como vendavais…

E num amor que escrevi como um hino, como melodia,
Deixo embalar e enterneço todo o meu ser
Deixo que transcenda esta irrealidade ilusória
Deixo que todas as noites sejam aquele dia
E em que todas as flores desabrochem, para eu ver,
Antes de partir, seguindo a morte, depois da vida inglória…


07.01.08

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quarta-feira, outubro 31, 2007

VERSEJANDO

Procuro em toda a parte palavras novas
Investigo aqui e algures onde as encontrar
Invento, com o sentido de que sejam provas
Que todo o meu escrever é a raiz de te amar…

Junto todas as letras e construo o sentir
E separo frases para construir interrogações
Sem querer respostas, para não ousares mentir,
Para continuar a preencher estas minhas ilusões…

Agora, que tarde chega o que queres dizer,
Em que os teus encantos navegam noutra sorte,
Sem que queiras, vais deixando perceber
Que pelo rio abaixo, vais em busca do teu norte…

Ai que nesta pesquisa imparável e constante,
Onde as palavras surgem como novidades,
Sinto que perdi os sonhos na maré vazante
Perdendo meus traços para outras tuas realidades…

30.10.07

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quarta-feira, outubro 24, 2007

“COMO UM AFAGO NOCTURNO”

Eu sei que vens aqui ler este poema
Como quem vem ler uma oração
Vens aqui em romagem de saudade.
Vens ler toda a minha escrita…
Lês-me como quem resolve um teorema
E crês no meu amor com devoção
E até aceitas a minha verdade
E… também a minha desdita…

Eu sei que são lágrimas esta poesia
E que o que escrevo tem muita dor,
Mesmo quando me abraças fortemente
E me chamas de tua querida…
Mas por ser apenas a minha fantasia
E nunca o teu amor…
Minha alegria é intermitente
Porque no íntimo, sou sempre preterida…

Podia sentir-me feliz e cantar glória
Mas a incerteza comanda a vontade
E todo o meu sentir é imagem ilusória
Que desperta aquela velha saudade…

Na ultima linha desta poesia
Deixo-te todas as palavras e a flor
Que te vai recordar este dia
E todo o meu amor…

24.10.07

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“APENAS UMA FLOR”

Corta-me a garganta um grito dilacerante
Fino como o uivo de um lobo selvagem
E a minha mente algo confusa, delirante,
Procura incessantemente a tua doce imagem.

Um choro compulsivo no meu olhar errante
E eu perdida, como ao encontro da miragem
Que povoa minha alma já sem semblante
Porque me consumi, quando perdi a coragem.

Os gritos desta alma à deriva, já sem gente
São lamurias doloridas de alma pungente,
Porque meu amor deixou-me em solidão…

Apenas uma flor no meu frígido peito
Sem um adeus, sem um beijo a teu jeito,
Para não mais sofrer sem a tua paixão…


23.10.07

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segunda-feira, outubro 22, 2007

“(A)DEUS MEU EXISTIR”


O palco rectangular e ovalado
Onde piso, com os lábios a sorrir,
Onde me exibo com ar mascarado,
Onde nunca te vejo quando o pano subir…

De um lado para o outro, andar ondulado
Vejo gentes felizes para me aplaudir
Mas todo o gesto é o meu lado disfarçado
Porque minha alma não pára de carpir…

Que deus me fez dizer adeus ao amor
E me dá toda uma existência de dor
Para tu e todo o povo se divertir?...

Que adeus tenho de dizer constantemente
Quando tudo, sem teatro podia ser diferente
E nunca ter de renunciar ao existir…


22.10.07

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