Enfim, enfim sim, ouvi a voz do teu dizer Entre a espuma rendilhada das ondas do mar; Ouvi sim, tua doçura em palavras de me querer E tuas metáforas antagónicas sobre o amar…
Disseste tudo o que quis ouvir, sem querer E minha alma adoçou, sem duvidar Porque meus olhos estavam longe, sem te ver… Enfim ouvi a tua voz, para em ti acreditar…
Enfim! Enfim segredaste que me amavas E numa melodia que já antes me cantavas, Fizeste da minha alma uma linda flor…
Enfim! Enfim sim, porque sempre esperei Ouvir de ti as palavras que tanto amei Porque teus dizeres são como o meu amor…
Vivo enleada no meu sonho paradoxal. Vivo e hei-de morrer por este sonho sem igual. Que gritem que é loucura este amor, Que me acusem, mas deixem-me, por favor.
Todos não serão muitos, neste amor imortal. Nem deixarei de louvar este amor ideal. E mesmo sofrendo, dilacerada pela dor, Porque Amor é sofrer e por ti, eu sofro, Amor...
Mesmo ouvindo dizer que não me amas, Mesmo que digas que pelo meu nome não chamas, Deixo minhas cinzas, rio abaixo, proclamarem
Que de abandono se morre, não de Amor. Mesmo que me mostres todo o teu desamor, Deixo minhas cinzas, rio abaixo, te chamarem...