quarta-feira, setembro 24, 2008

SILÊNCIO POR ESMOLA


De mão estendida vagueia minha pobreza,
De boca ressequida, deixei de sorrir
E nem a tua esmola veio, por gentileza,
Para minha alma, da miséria se redimir…

Poisaste silêncio na minha mão com rudeza
Um silêncio de morte, intencional, para ferir
E de mão estendida, dolorida pela aspereza,
Deixei que uma flor morresse antes de florir…

Pensei que o silêncio de ti, nunca vinha
Porque silêncios do além já eu os tinha…
E que saudade me deixaram de verdade …

A vaguear num tempo sem mais sonhar
Sem palavras, sem caminhos para andar,
Apenas silêncios para a eternidade…


25.09.08

Etiquetas:

2 Comments:

Blogger Unknown said...

Gostei da tua poesia, espero continuar a ler-te...

Bom fim de semana.

Bjnhs

ZezinhoMota

3:10 da tarde  
Blogger Nilson Barcelli said...

Cara amiga, o teu soneto é brilhante.
Ainda que triste, está tão bem escrito que até impressiona... parabéns.
Beijinhos.

9:37 da tarde  

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