quinta-feira, agosto 06, 2009

AGOSTO

Agosto! Quente mês de verão

A saudade que vive no meu peito

Ainda hoje me deixa emoção

Cada momento que lembro, fico sem jeito


O sol brilhante aquece meu coração

Onde deitado no meu frio leito

Ainda chora aquela doce paixão

Por um amor que apenas foi imperfeito…


Agosto! Agosto outra vez no calendário

E eu no luto que fez meu fadário

Porque fugi antes mesmo de lutar…


Agosto! Gravado na minha recordação,

Momento de afectos e constante emoção

Agosto que me deixou prisioneira deste amar…



06.08.09

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sexta-feira, julho 17, 2009

SILÊNCIOS

Silêncio é a voz que oiço dentro de mim

O meu silêncio é rouco, sensual…

Silêncio que parece o sussurro de um jardim

Parece a conversa de pétalas num roseiral…


O meu silêncio é longo e sem fim,

É tenebroso como o som de um vendaval

O meu silêncio é tudo o que resta de mim,

É solitário e tem uma tristeza sem igual…


Silêncio! Orquestra dos meus sentidos

Deixa que chore meus sonhos queridos

Porque no meu silêncio só há saudade…


Silêncio! Trinado de pássaros na floresta

Silêncio! Saudade de tudo o que resta…

Silêncio! Só é silêncio porque é verdade…


isabel

11.07.09

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terça-feira, maio 12, 2009

O QUE FAÇO DAS PALAVRAS

Descai a palavra no papel envelhecido
E escrevo sempre, cada vez mais,
Mesmo que pelo tempo esteja amarelecido
É no papel que recolho os meus ais…

Escrevo as palavras de quem já foi esquecido
E em cada dia que passa fico sem mais ideais.
Deixo escapar um suspiro dolorido,
Que mais parece o gemido dos vendavais…

Chamo às minhas palavras saudade,
Palavras que deixo à soltas, em liberdade
E que vou fazendo escorregar para o papel…

As palavras novas que invento e te dou
Para que um dia possas saber quem sou,
Ficam amortalhadas na velha folha de papel…


05.05.09

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segunda-feira, dezembro 01, 2008

QUADRAS PARA LISBOA


Dos ardinas - olha os jornais
E as vendedeiras de limões
Eram os cantares matinais
Em melódicos pregões…

Novembro mais as castanhas
Para aquecer as nossas mãos
Porque depois das sardinhas,
Vinham elas aquecer os corações…

Lisboa, minha Lisboa velhinha
Com muitos becos e colinas
Lisboa com muitas escadinhas
E muitas janelas pequeninas…

Janelas pequenas e floridas
Com muita roupa no estendal
As sardinheiras de cores garridas
Faziam dos bairros um festival…

Do Bairro Alto, ai que saudades!
Mais da travessa do Guarda-mor…
E no Fado aquelas verdades
Que cantavam uma sofrida dor…

Mas a travessa não fechou
Ainda é rua, com outra denominação
Mas guardará sempre quem amou
E também quem lá deixou o coração…

01.12.08

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quarta-feira, novembro 26, 2008

POEMA QUE PARTIU


Abri a janela à poesia
Deixei que partisse como suspiros …
Foram palavras e sons
Foi fumaça perdida no horizonte
Que pairou no ar e ficou a magia
Dos acordes de um acordeão…
Ficou também a fantasia
Nas cordas de uma guitarra
E os versos de um só fado
Tão triste e magoado
Como este meu coração…
Abri a janela à poesia,
Deixei solta a imaginação
E as lágrimas de saudade,
Por quem partiu um dia
Ficando apenas a melodia
Como única verdade
Do que foi minha paixão…


26.11.08

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sábado, novembro 17, 2007

PEREGRINAÇÃO DE SAUDADE


Vestiu-se o céu de cinzento
Sem deixar ver rasto de luz
Tal como o meu pensamento
Com saudade, a esta tristeza conduz…

Resta apenas a recordação
Que ninguém consegue apagar
E que amarfanha o meu coração
Por não ter mais a quem amar…

Tombaste à terra tão fria
Sem me dizeres um adeus
E fui vivendo em fantasia
Presa ao sonho dos olhos teus…

Hoje, sem tempo, que já nada resta
E preterida até pela natureza
Sou alma vazia, que para nada presta,
Porque nada, mesmo nada tem beleza… …


17.11.78 - 17.11.07

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