segunda-feira, maio 07, 2007

LUTO PERENE

Vesti-me de preto. De negro me vesti.
Sem minha mãe; sem um amor profundo,
Olhos chorosos, chorando por ti
Vagueio solitária, mostrando-me ao mundo…

Na angustia constante que sempre senti,
E no todo da tristeza em que me confundo,
Deixo-me perdida e por isso parti,
Vestida de preto, ao redor do mundo…

Nos meus olhos, paira a cor dos teus
Inspirando gotas de esperança de um deus,
Porque afinal ainda espero a felicidade…

E nas tuas palavras, distantes, bebo vida,
Que me falta, quando sinto ser preterida
E vem a dor, o desgosto dessa crueldade…


07.05.07

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terça-feira, março 13, 2007

TUDO O QUE NÃO SOU


Eu queria ser um botão de rosa
Salpicado pelo orvalho da madrugada.
Eu queria ser o trinado do pássaro,
Pousado naquela alta pernada…
Eu queria ser o sussurro cadenciado
Do regato, correndo despreocupado,
Ou talvez quisesse ser o pedaço de nuvem
Que esfarrapado, corre sem parar…
Eu queria ser o espaço celeste
Cheio de estrelas e luar,
Sem sombras, nem tristeza,
Para mais tarde me recordares…

Eu queria ser o suspiro do poeta,
Quando ama desesperado…
Queria ser quem não sou,
Queria dar-te o que não dou,
Meu querido e bem amado.

13.03.07

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