terça-feira, novembro 28, 2006

FUNESTO SENTIMENTO


Lúgubre sentimento, o Amor
Vagueia como ave nocturna, pela eternidade
Dos sonhos dos que vão vivendo…

De braço dado a cada um de nós, o Amor,
Deixa que impere a irrealidade
E deixa as almas sofrendo…

Pactuando com a Morte, o Amor
Induz ardilosamente à falsidade
E faz com que em nós, tudo vá morrendo….

28.11.06

sexta-feira, novembro 24, 2006

JOGO DO (DES)AMOR!

Mergulhado em mim o teu sentir,
Deixa-me, loucamente, a sonhar
E mesmo depois do teu partir,
Não deixo esfriar todo o pulsar…


Nem mesmo quando estás a mentir,
Juntando palavras, num certo inventar,
A arfar e a suspirar, mas a fingir,
Com todo esse jeito de enganar…


Prefiro acreditar em toda essa doçura
Deixar que jogues com a minha ternura
E que todo esse amor não é farsante.


Prefiro rebolar no chão, em loucura,
Deixar que jogues com a minha ternura,
Como fazes, com qualquer outro amante….





23.11.06

segunda-feira, novembro 20, 2006

POEMA DE AMOR


Não disfarces mais a tua realidade,
Nem deixes mais palavras em desalinho.
Vem, mesmo com toda essa verdade,
Para meus braços, para te dar carinho

Meu seio abre-se para ti, como um ninho.
Meus suspiros serão como uma balada,
A minha ternura será o teu vinho
E nossas bocas uma ventania desvairada…

Em silêncio, mas no amor unidos
Trocaremos nossos beijos e gemidos,
Sem disfarce e com todo o fervor ….

Em mim aconchegado, não digas nada,
Pois sentir-me-ei a heroína mais amada.
Serei a mais real deusa do Amor… … …

20.11.06

sábado, novembro 18, 2006

ONTEM!


Outra manhã de nevoeiro cerrado.
Outro dia depois de ontem, tão recordado
Um ontem triste. Apenas um ontem solitário…
Dia finado, carregando a saudade neste calvário….

Esperei ver o sol num céu de nuvens carregado,
Esperei em vão a tua voz naquele tom apaixonado,
Mas apenas o silencio ensurdecedor do meu fadário
E nada mais do que o teu mudo comentário…

Ontem vi-te na cama deitado, inerte, acabado,
Olhei pela última e derradeira vez o altar fálico
Homenageando esse teu agir agreste e sádico…

Depois de ontem não te voltarei a ver desarrumado…
E ontem compreendi que também morria contigo,
Porque ontem, esse ontem, foi um ontem tão antigo…


18.11.06

terça-feira, novembro 07, 2006

NÃO SEI… NÃO SEI!


Já não vejo. Já não sinto…
A saudade varreu meu peito
E as luzes apagaram-se na solidão.
Não sei se sou, ou se minto
Hirta, como morta no meu leito,
Choro pela minha ilusão…

No escuro, desenho, pinto:
Bocas, olhos a eito…
Vermelho, verde, a carvão
Não sei se sou eu… ou se minto
Porque o quadro não fica feito,
Pois só choro a minha ilusão…

Da saudade apenas sinto
A beleza dum beijo perfeito
Que um dia enterneceu meu coração…
Mas nem sei se sou eu …ou se minto,
Quando recordo o teu jeito
E a qualquer pretexto, dizes não…

Noite! Vagueio por um labirinto.
Incerto amor, por mim eleito...
Talvez com ódio… ou confusão…
Ou já nem sei o que é o que sinto …
Além desta profunda dor no peito,
Onde deixo sepultada esta paixão….

07.11.06

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