terça-feira, outubro 21, 2008

TUDO FOI BREVE


O suspiro foi breve.
Na calmaria da noite foi
Foi brisa entre a chama das velas
Foi vento norte…
Foi aragem deixada pela morte…

O suspiro foi meu
Apenas foi suspiro
Suspiro duma alma que sofreu
À procura como louca
A quem na vida tudo deu
E vida que tão pouca…

Cheira! Cheira a velas ardidas
Cheira a flores retardadas…
São as rosas que perdidas
Aqui deixaste abandonadas…

O meu pensamento esvoaçou
Como uma gaivota sem rumo
E eu parti solitária,
Esquecida por quem me abandonou…
Das velas resta o fumo
E tu figura imaginaria…
Que até pensei que me amou…


21.10.08

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1 Comments:

Blogger Maria Clarinda said...

Amanheci a ler o teu poema, Joaninha. Triste, profundo e lindo!
Estarei contigo, com as tuas palavras hoje no meu dia, porque quando se amanhece com um poema belo e triste ao mesmo tempo...ele fica em n/coraçãop de uma maneira especial.
Jinhos muitos de carinhoe Força!

8:20 da manhã  

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