terça-feira, agosto 11, 2009

QUANDO O CORPO CHEGA AO FIM


Despi a alma deste corpo solitário

Do nada sobrou o que nada havia

De joelhos no chão do meu calvário

Apenas agradeci aquilo que merecia…


Caminhou minha alma por casual itinerário

Deixou o corpo no espaço que desconhecia

E apenas continuou como incerto numerário

De quem em vida nunca teve o que queria…


Sem alma o corpo apenas foi material

E sem letras, palavras e poesia, foi irreal

Não deixando pistas para ser recordado…


Meu corpo vazio foi suspiro perdido

Perdeu-se na saudade do ente querido

Porque ele foi quimera, embora amado…


09.08.09

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3 Comments:

Blogger Jacarée e Baby said...

Não resistir à dor, à tristeza...
É um lamento em nós
As pessoas não tem coragem
de enfrantar a própia sombra
Nem para se ouvir a si própia.

2:26 da tarde  
Blogger Maria Clarinda said...

Joaninha...porque será que este teu poema me perturba?!
Sabes,não sei o que se passa, mas não consigo que um mail meu vá, sem ser devolvido!
Amiga querida, vamos...eu estou aqui!
Jinhos de carinho

7:47 da tarde  
Blogger Kafka said...

O amanhã deixa o passado para trás. A dor, essa que fica nas passadas, qual pegadas na areia dissolvidas pela onda serena e repetida.
Não sei se em fiz entender...
Bjs

10:21 da tarde  

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