sábado, novembro 22, 2008

EM PÁGINAS SOLTAS


Deixai minhas cinzas no rio
Para que vão navegando até ao mar
Respeitai minha vontade sem hesitar
Porque cinzas são restos de um corpo frio…

Vede como o sol pintalgou o rio
De cores quentes para minhas cinzas mimar
Cinzas que vão rio abaixo, sem oscilar
E se perdem nas águas que o sol coloriu…

As folhas secas sobre o rio, a boiar
São grinaldas para minhas cinzas acompanhar
Num cortejo de inertes, à deriva…

Ao pôr-do-sol chega o cortejo à foz
Para trás fica a saudade de cada um de nós,
Em páginas soltas da vida que foi vivida…


22.11.08

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1 Comments:

Blogger Maria José Fraqueza said...

Lindo Poema Querida Isabel. Agradeço sinceramente as suas palavras. Também só de amigas como a Isabel se recebem essas palavras que nos confortam e animam a prosseguir... Até do seu nome eu gosto porque a minha primeira neta se chama Isabel.
Desejo tudo do melhor para si que encontre a paz no seu caminho e na sua vida como bem merece. Beijos desta amiga que lhe deseja o maior bem do mundo.

1:24 da manhã  

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