quinta-feira, novembro 20, 2008

APENAS ÁRVORES SECAS


Olhei além aqueles troncos secos
Erguidos como braços despidos;
Imaginei que poderiam ser bonecos
Ou pobres seres vagueantes e perdidos…

Castanhos; alguns líquenes já secos
Pareciam longos braços erguidos
Os troncos das árvores, como bonecos
Em ermos campos também ressequidos…

Sem folhagem os pássaros não ficam
Não poisam, não se sacodem, não cantam
São apenas as minhas árvores solitárias…

Árvores suplicantes nas suas tristezas
Recordando a Primavera e as suas belezas
Que não voltam às árvores mortas, lendárias…


20.11.08
13H10

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1 Comments:

Blogger jorgeferrorosa said...

Belo escrito... descrição, sensação e desalento. A imaginação é sempre fértil. Tão bela a forma como encadeia as palavras e o sentimento que lhes imprime.
Belo.
Parabéns
Beijinho
JOrge

8:22 da manhã  

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