domingo, junho 08, 2008

MEDO DA DOR!


Não ouso mexer-me. Já acordei?
Por onde andarão as minhas mãos?
Tenho medo! Não quis acreditar e desejei…
Que de olhos fechados, os ferimentos estão sãos…

Lembras-te? Humilhaste-me e perdoei…
Não ouso nem recordar todos os vãos
De tão perdida, com as feridas, andei…
E nem sequer ouso saber das minhas mãos…

Foi grave o acidente que me matou?
Ou apenas esta dor que minha alma sonhou?
Sem que minhas mãos descobrissem…

Mas não ousou mexer-me. Tenho medo!
Para descobrir minhas mãos é cedo…
Mesmo que por piedade mo encobrissem…


Hospital Pulido Valente
09.04.08

3 Comments:

Blogger Elipse said...

As tuas mãos teceram palavras de dor. Mas elas também sabem as palavras da vitória! E as da alegria!
Um grande, grande beijo.

10:40 da tarde  
Blogger jorgeferrorosa said...

Isabelllllllllllllllllllllllllll
Que alívio. Finalmente minha doce amiga. Finalmente. Finalmente. Estou muito feliz por a ter aqui. Felizmente que já se mexe, felizmente que está melhor. Lembro de tudo, lembro desse acidente, desse malvado acidente, horrível. Creio que é bom o que se está a ver, muito bom. Fico feliz mesmo.
Sem palavras. Esse soneto escrito no Hospital Pulido Valente, como entendo.
Desejo que a partir de agora tudo possa ser diferente que essas mãos já as sinta e sinta o puro e verdadeiro sentir do estar em vida. Vivamos.
Estou feliz. Tão bom. Este blog já estava quase perdido e resuscitou.
Não pode ter mais medo da dor!
Beijinhos com a minha estima.
Jorge

10:43 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

liberdade..espero que tenha destruido essas amarras, que paralisam pelo medo que suscitam.

liberdade, joaninha. para v o a r..

o seu olhar é destemido e as suas asas fortes.

Guerreira.

*beijos enormes*

12:08 da tarde  

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