sábado, outubro 06, 2007

“COM PALAVRAS”


A agressiva violência da escrita
Com a palavra errada na frase certa
É um todo mortificante desta desdita
Que entra sem querer, pela porta aberta…

Enches-me os dedos de anéis de ametista
Mas matas-me a ilusão que andava liberta
Em vagueios e sem porto de abrigo à vista
Neste mar imenso, numa costa deserta…

As reticências são a causa do desespero
E de todos os teus queres, que ainda venero
E mesmo me detestando, para ti só tenho amor.

Nas exclamações expresso o meu espanto
Porque cubro as dúvidas com o largo manto
Que é o Universo, que cobre toda a minha dor…


02.10.07

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1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Joaninha avoa, avoa,
A caminho de Lisboa.
Deita fora os teus medos
Larga-me esses sonetos e
arruma-me uma música mais brejeira


"Ah! Joaninha, se voltasses à escola hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.

Pifavas um computador,
consultavas a internet
e descobririas que essa agressiva violência da escrita,
essas palavras erradas,
esses vagueios sem porto de abrigo à vista,
essas reticências desesperadas e sem nexo,
não são sinais de amor, não,
mas somente falta de sexo!"

12:29 da manhã  

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